Os Hebreus |
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Os hebreus eram um povo de
origem semita (os semitas compreendem dois importantes povos: os
hebreus e os árabes), que se distinguiram de outros povos da antigüidade por sua crença religiosa. O termo hebreu
significa "gente do outro lado do rio”, isto é, do rio Eufrates.
Os hebreus foram um dos povos que mais
influenciaram a civilização atual. Sua religião o judaísmo influenciou tanto o
cristianismo quanto o islamismo.
O conhecimento acerca desse povo, vem principalmente das informações e relatos bíblicos (o
Antigo Testamento), das pesquisas arqueológicas e obras de historiadores
judeus.
Em 1947, com a descoberta de pergaminhos em
cavernas às margens do Mar Morto (os Manuscritos do Mar Morto), foi possível
obter mais informações sobre os hebreus. Esses pergaminhos foram deixados por
uma comunidade que viveu ali por volta do século I a.C.
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| Os Patriarcas | |||||
Os hebreus eram inicialmente, um
pequeno grupo de pastores nômades, organizados em clãs ou tribos, chefiadas
por um patriarca. Conduzidos por Abraão, deixaram a cidade de
Ur , na Mesopotâmia, e se fixaram na Palestina (Canaã
a Terra Prometida), por volta de 2000 a.C.
A Palestina era uma pequena faixa de terra, que se
estendia pelo vale do rio Jordão. Limitava-se ao norte, com a Fenícia, ao sul
com as terras de Judá, a leste com o deserto da Arábia e, a oeste com o mar
Mediterrâneo.
Governados por patriarcas, os hebreus viveram na Palestina durante três séculos. Os principais patriarcas hebreus, foram Abraão (o primeiro patriarca), Isaac, Jacó (também
chamado Israel, daí o nome israelita), Moisés e Josué.
Por volta de 1750 a.C. uma terrível seca
atingiu a Palestina. Os hebreus foram obrigados a deixar a região e buscar
melhores condições de sobrevivência no Egito. Permaneceram no Egito, cerca de
400 anos, até serem perseguidos e escravizados pelos faraós. Liderados então,
pelo patriarca Moisés, os hebreus abandonaram o Egito em
1250 a.C., retornando à Palestina. Essa saída em massa dos hebreus
do gito é conhecida como Êxodo. |
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| Os Juízes | |||||
De volta à Palestina, sob a liderança de Josué, os
hebreus tiveram de lutar contra o povo cananeu
e , posteriormente, contra os filisteus. Josué
(sucessor de Moisés), distribuiu as terras
conquistadas entre as doze tribos de Israel. Nesse período os hebreus,
passaram a se dedicar à agricultura, a criação de animais e ao comércio,
tornavam-se portanto sedentários.
No período de lutas pela conquista da Palestina,
que durou quase dois séculos, os hebreus foram governados pelos juízes. Os
juízes eram chefes políticos, militares e religiosos. Embora comandassem os
hebreus de forma enérgica, não tinham uma estrutura administrativa permanente.
Entre os mais famosos juízes destaca-se Sansão, que ficou conhecido por
sua grande força, conforme relata a Bíblia. Outros juízes importantes foram
Gedeão e Samuel.
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| Os Reis | |||||
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
A estrutura do poder na República Romana
A expansão das fronteiras romanas
Iniciado durante a República, o expansionismo romano teve basicamente dois objetivos: defender Roma do ataque dos povos vizinhos rivais e assegurar terras necessárias à agricultura e ao pastoreio. As vitórias nas lutas conduziram os romanos a uma ação conquistadora, ou seja, a ação do exército levou à conquista e incorporação de novas regiões a Roma. Dessa forma, após sucessivas guerras, em um espaço de tempo de cinco séculos, a ação expansionista permitiu que o Império Romano ocupasse boa parte dos continentes europeu, asiático e africano.
O avanço das forças militares romanas colocou o Império em choque com Cartago e Macedônia, potências que nessa época dominavam o Mediterrâneo. As rivalidades entre os cartagineses e os romanos resultaram nas Guerras Púnicas (de puni, nome pelo qual os cartagineses eram conhecidos).
As Guerras Púnicas desenvolveram-se em três etapas, durante o período de 264 a 146 a.C. Ao terminar a terceira e ultima fase das Guerras Púnicas, em 146 a.C., Cartago estava destruída. Seus sobreviventes foram vendidos como escravos e o território cartaginês foi transformado em província romana. Com a dominação completa da grande rival, Roma iniciou a expansão pelo Mediterrâneo oriental (leste). Assim, nos dois séculos seguintes, foram conquistados os reinos helenísticos da Macedônia, da Síria e do Egito. No final do século I a.C., o mediterrâneo havia se transformado em um “lago romano” ou, como eles diziam, Mare Nostrum(“nosso mar”).
Período de instabilidade política
Com o fim das Guerras Púnicas, em 146 a.C., iniciou-se um período de intensa agitação social. Além dos escravos, povos da Península Itálica também se revoltaram, só que exigindo o direito à cidadania romana. A expansão das conquistas e o aumento das pilhagens fortaleceram o exército romano, que então se colocou na luta pelo poder. Assim, esse período ficou marcado por uma acirrada disputa política entre os principais generais, abrindo caminho para os ditadores.
Essa crise se iniciou com a instituição dos triunviratos ou triarquia, isto é, governo composto de três indivíduos. O Primeiro Triunvirato, em 60 a.C., foi composto de políticos de prestigio: Pompeu, Crasso e Júlio César. Esses generais iniciaram uma grande disputa pelo poder, até que, após uma longa guerra civil, Júlio César venceu seus rivais e recebeu o título de ditador vitalício.
Durante seu governo, Júlio César formou a mais poderosa legião romana, promoveu uma reforma político-administrativa, distribuiu terras entre soldados, impulsionou a colonização das províncias romanas e realizou obras públicas.
O imenso poder de César levou os senadores a tramar sua morte, o que aconteceu em 44 a.C. Os generais Marco Antonio, Lépido e Otávio formaram, então, o Segundo triunvirato, impedindo que o poder passasse para as mãos da aristocracia, que dominava o Senado.
A disputa pelo poder continuou com o novo triunvirato. Em 31 a.C., no Egito, Otávio derrotou as forças de Marco Antônio e retornou vitorioso a Roma. Fortalecido com essa campanha, Otávio pôde governar sem oposição. Terminava, assim, o regime republicano e iniciava o Império.
O Império Romano
Após vencer Marco Antonio, Otávio recebeu diversos títulos que lhe conferiram grande poder. Por fim, em 27 a.C., o senado atribuiu-lhe o título de Augusto, que significava consagrado, majestoso, divino.
O período Imperial, tradicionalmente, costuma ser dividido em dois momentos:
Alto Império
Augusto, durante seu governo (27 a.C. a 14 d.C.), adotou uma série de medidas visando controlar os conflitos sociais, solucionar problemas econômicos e, com isso, consolidar o império fazendo com que Roma atingisse seu apogeu e vivesse um longo período de prosperidade e de relativa tranqüilidade social, também conhecido como Pax Romana. Isso foi possível porque o imperador Otávio abandonou a política agressiva de conquistas, promoveu a aliança entre aristocracia e os cavaleiros (plebeus enriquecidos) e apaziguou a plebe com a política do “pão e circo” (panem et circenses) (anexo), que consistia em distribuir trigo para a população carente e organizar espetáculos públicos de circo.
Do governo de Augusto aos dois séculos que se seguiram, o Império Romano, por meio de conquistas militares, ampliou ainda mais o seu território. Seus domínios estendiam-se pela Europa, Ásia e África.
As conquistas abasteciam o império não apenas de riquezas e terras, mas também de escravos, principal mão-de-obra e todas as atividades, tanto econômicas quanto domésticas.
A comunicação entre Roma, o centro do vasto império, e as demais regiões era garantida pela existência de uma extensa rede de estradas. Daí provém o famoso ditado: “Todos os caminhos levam a Roma”.
As estradas romanas, além de possibilitar a comunicação entre as diferentes regiões do império, facilitavam a movimentação de tropas e equipamentos militares, contribuindo para o sucesso das campanhas.
Após a morte de Augusto (14 d.C.) até o fim do século II, quatro dinastias se sucederam no poder. São elas:
- Cônsules: chefes da República, com mandato de um ano; eram os comandantes do exército e tinham atribuições jurídicas e religiosas.
- Senado: composto por 300 senadores, em geral patrícios. Eram eleitos pelos magistrados e seus membros eram vitalícios. Responsabilizavam-se pela elaboração das leis e pelas decisões acerca da política interna e externa.
- Magistraturas: responsáveis por funções executivas e judiciária, formadas em geral pelos patrícios.
- Assembléia Popular: composta de patrícios e plebeus; destinava-se a votação das leis e era responsável pela eleição dos cônsules.
- Conselho da Plebe: composto somente pelos plebeus; elegia os tributos da plebe e era responsável pelas decisões em plebiscitos (decretos do povo).
A expansão das fronteiras romanas
Iniciado durante a República, o expansionismo romano teve basicamente dois objetivos: defender Roma do ataque dos povos vizinhos rivais e assegurar terras necessárias à agricultura e ao pastoreio. As vitórias nas lutas conduziram os romanos a uma ação conquistadora, ou seja, a ação do exército levou à conquista e incorporação de novas regiões a Roma. Dessa forma, após sucessivas guerras, em um espaço de tempo de cinco séculos, a ação expansionista permitiu que o Império Romano ocupasse boa parte dos continentes europeu, asiático e africano.
O avanço das forças militares romanas colocou o Império em choque com Cartago e Macedônia, potências que nessa época dominavam o Mediterrâneo. As rivalidades entre os cartagineses e os romanos resultaram nas Guerras Púnicas (de puni, nome pelo qual os cartagineses eram conhecidos).
As Guerras Púnicas desenvolveram-se em três etapas, durante o período de 264 a 146 a.C. Ao terminar a terceira e ultima fase das Guerras Púnicas, em 146 a.C., Cartago estava destruída. Seus sobreviventes foram vendidos como escravos e o território cartaginês foi transformado em província romana. Com a dominação completa da grande rival, Roma iniciou a expansão pelo Mediterrâneo oriental (leste). Assim, nos dois séculos seguintes, foram conquistados os reinos helenísticos da Macedônia, da Síria e do Egito. No final do século I a.C., o mediterrâneo havia se transformado em um “lago romano” ou, como eles diziam, Mare Nostrum(“nosso mar”).
Período de instabilidade política
Com o fim das Guerras Púnicas, em 146 a.C., iniciou-se um período de intensa agitação social. Além dos escravos, povos da Península Itálica também se revoltaram, só que exigindo o direito à cidadania romana. A expansão das conquistas e o aumento das pilhagens fortaleceram o exército romano, que então se colocou na luta pelo poder. Assim, esse período ficou marcado por uma acirrada disputa política entre os principais generais, abrindo caminho para os ditadores.
Essa crise se iniciou com a instituição dos triunviratos ou triarquia, isto é, governo composto de três indivíduos. O Primeiro Triunvirato, em 60 a.C., foi composto de políticos de prestigio: Pompeu, Crasso e Júlio César. Esses generais iniciaram uma grande disputa pelo poder, até que, após uma longa guerra civil, Júlio César venceu seus rivais e recebeu o título de ditador vitalício.
Durante seu governo, Júlio César formou a mais poderosa legião romana, promoveu uma reforma político-administrativa, distribuiu terras entre soldados, impulsionou a colonização das províncias romanas e realizou obras públicas.
O imenso poder de César levou os senadores a tramar sua morte, o que aconteceu em 44 a.C. Os generais Marco Antonio, Lépido e Otávio formaram, então, o Segundo triunvirato, impedindo que o poder passasse para as mãos da aristocracia, que dominava o Senado.
A disputa pelo poder continuou com o novo triunvirato. Em 31 a.C., no Egito, Otávio derrotou as forças de Marco Antônio e retornou vitorioso a Roma. Fortalecido com essa campanha, Otávio pôde governar sem oposição. Terminava, assim, o regime republicano e iniciava o Império.
O Império Romano
Após vencer Marco Antonio, Otávio recebeu diversos títulos que lhe conferiram grande poder. Por fim, em 27 a.C., o senado atribuiu-lhe o título de Augusto, que significava consagrado, majestoso, divino.
O período Imperial, tradicionalmente, costuma ser dividido em dois momentos:
- Alto Império: período em que Roma alcançou grande esplendor (estende-se até o século III d.C.)
- Baixo Império: fase marcada por crises que conduziram a desagregação do Império Romano (do século III ao século V).
Alto Império
Augusto, durante seu governo (27 a.C. a 14 d.C.), adotou uma série de medidas visando controlar os conflitos sociais, solucionar problemas econômicos e, com isso, consolidar o império fazendo com que Roma atingisse seu apogeu e vivesse um longo período de prosperidade e de relativa tranqüilidade social, também conhecido como Pax Romana. Isso foi possível porque o imperador Otávio abandonou a política agressiva de conquistas, promoveu a aliança entre aristocracia e os cavaleiros (plebeus enriquecidos) e apaziguou a plebe com a política do “pão e circo” (panem et circenses) (anexo), que consistia em distribuir trigo para a população carente e organizar espetáculos públicos de circo.
Do governo de Augusto aos dois séculos que se seguiram, o Império Romano, por meio de conquistas militares, ampliou ainda mais o seu território. Seus domínios estendiam-se pela Europa, Ásia e África.
As conquistas abasteciam o império não apenas de riquezas e terras, mas também de escravos, principal mão-de-obra e todas as atividades, tanto econômicas quanto domésticas.
A comunicação entre Roma, o centro do vasto império, e as demais regiões era garantida pela existência de uma extensa rede de estradas. Daí provém o famoso ditado: “Todos os caminhos levam a Roma”.
As estradas romanas, além de possibilitar a comunicação entre as diferentes regiões do império, facilitavam a movimentação de tropas e equipamentos militares, contribuindo para o sucesso das campanhas.
Após a morte de Augusto (14 d.C.) até o fim do século II, quatro dinastias se sucederam no poder. São elas:
- Dinastia Júlio-Claudiana (14-68): Com os imperadores Tibério, Calígula, Cláudio e Nero, essa dinastia esteve ligada à aristocracia patrícia romana. Principal característica dessa fase: os constantes conflitos entre o Senado e os imperadores.
- Dinastia Flávia (68-96): Com os imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano, apoiados pelo exército, o Senado foi totalmente submetido.
- Dinastia Antonina (96 – 193): Com Nerva, Trajano, Adriano, Antonio Pio, Marco Aurélio e Cômodo, assinalou-se uma fase de grande brilho do Império Romano. Os imperadores dessa dinastia, exceto o último, procuraram adotar uma atitude conciliatória em relação ao Senado.
- Dinastia Severa (193 – 235): Com Sétimo Severo, Caracala, Macrino, Heliogábalo e Severo Alexandre, caracterizou-se pelo inicio de crises internas e pressões externas, exercidas por povos diversos, prenunciando o fim do Império Romano, a partir do século III da era cristã.
Os períodos da história de Roma
A história de Roma é dividida em três momentos:- Monárquico (753-509 a.C.);
- Republicano (507-27 a.C.);
- Imperial (27 a.C. – 476 d.C.).
Período Monárquico: o domínio etrusco
Muitas das informações sobre
o período Monárquico fundamentam-se nas lendas contadas pelos romanos.
Nessa época, a cidade deve ter sido governada por reis de diferentes
origens; os últimos de origens etrusca, devem ter dominado a cidade por
cerca de cem anos.
Durante o governo dos etruscos, Roma adquiriu o aspecto de cidade. Foram realizadas diversas obras públicas entre elas, templos, drenagens de pântanos e um sistema de esgoto.
Nessa época, a sociedade romana estava assim organizada:Durante o governo dos etruscos, Roma adquiriu o aspecto de cidade. Foram realizadas diversas obras públicas entre elas, templos, drenagens de pântanos e um sistema de esgoto.
- Patrícios ou nobres: Descendentes das famílias que promoveram a ocupação inicial de Roma. Eram grandes proprietários de terra e de gado.
- Plebeus: Em geral, eram pequenos agricultores, comerciantes, pastores e artesãos. Constituíam a maioria da população e não tinham direitos políticos.
- Clientes: eram homens de negócios, intelectuais ou camponeses que tinham interesse em fazer carreira pública e que por isso recorriam à proteção de algum patrono, geralmente um patrício de posses.
- Escravos: Eram plebeus endividados e principalmente prisioneiros de guerra. Realizavam todo o tipo de trabalho e eram considerados bens materiais. Não tinham qualquer direito civil ou político.
O último rei etrusco foi
Tarqüínio, o Soberbo. Ele foi deposto em 509 a.C., provavelmente por
ter descontentado os patrícios com medidas a favor dos plebeus.
No lugar de Tarqüínio, os
patrícios colocaram no poder dois magistrados, chamados cônsules. Com
isso, terminava o período Monárquico e tinha inicio o período
Republicano.
Período Republicano
República é uma palavra de origem latina
e significa “coisa pública”. Durante a passagem da monarquia para a
república, eram os patrícios que detinham o poder e controlavam as
instituições políticas. Concentrando o poder religioso, político e a
justiça, eles exerciam o governo procurando se beneficiar.
Para os plebeus, sem direito à participação política, restavam apenas deveres, como pagar impostos e servir o exército.
Organização política e social na república
Na república, o poder que antes era
exercido pelo rei foi partilhado por dois cônsules. Eles exerciam o
cargo por um ano e eram auxiliados por um conselho de 100 cidadãos,
responsáveis pelas finanças e pelos assuntos externos. Esse conselho
recebia o nome de Senado, e a ele competia promulgar as leis elaboradas
pela Assembléia de Cidadãos, dominada pelos patrícios.
Reprodução de uma sessão do Senado romano
À medida que Roma cresceu e
se tornou poderosa, as diferenças entre patrícios e plebeus se
acentuaram. Marginalizados, os plebeus desencadearam uma luta contra os
patrícios, que se estendeu por cerca de dois séculos (V-IV a.C.)
Durante esses dois séculos, os
plebeus conquistaram seus direitos. Entre eles, o de eleger seus
próprios representantes, chamados tribunos da plebe. Os tribunos tinham o poder de vetar as decisões do Senado que fossem prejudiciais aos interesses dos plebeus.
Outras conquistas foram a proibição da escravização por dívidas e o estabelecimento de leis escritas, válidas tanto para os patrícios quanto para plebeus. Até então, em Roma, as leis não eram escritas e os plebeus acabavam julgados conforme os critérios dos patrícios. Estabelecendo as leis por escrito, os plebeus garantiam um julgamento mais justo.
Os plebeus conquistaram ainda a
igualdade civil, com a autorização do casamento entre patrícios e
plebeus; a igualdade política, com o direito de eleger representantes
para diversos cargos, inclusive o de cônsul; e a igualdade religiosa,
com o direito de exercer funções sacerdotais.
Antiguidade Clássica
A Antiguidade Clássica refere-se a um período da História da Europa que ocorre aproximadamente do século VIII a.C., quando surge a poesia grega de Homero, até a queda do Império romano do ocidente no século V d.C., mais precisamente no ano 476. O que diferencia esta época de outras anteriores ou posteriores são os fatores culturais das civilizações mais marcantes, a Roma e a Grécia antigas.Roma
Roma foi o último grande império
do mundo antigo. Com exércitos poderosos dominou terras que antes
pertenciam a gregos, egípcios, mesopotâmios, persas e muitos outros
povos.
Com quase 1 milhão de
habitantes. Roma transformou-se na maior cidade da Antiguidade. Para lá
se dirigiam pessoas dos lugares mais distantes, levando suas culturas.
O poder do império
construído pelos romanos era tão grande que acabou se tornando uma
referência para todo o mundo ocidental, mesmo séculos depois de ter
chegado ao seu final.
Origem de Roma : explicação mitológica
Os romanos explicavam a
origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a
mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália.
Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente
por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba
Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.
Origem de Roma: explicação histórica
De acordo com os historiadores, a
fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a
região da península itálica : gregos, etruscos e italiotas.
Desenvolveram na região uma
economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade,
nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de
terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). O
sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um
rei de origem patrícia.
A religião neste período era
politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes
diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais
decorativos e esculturas com influências gregas.
Localização
Roma é capital da Itália, país europeu
localizado em uma das penínsulas do Mar Mediterrâneo. Trata-se da
Península Itálica, situada na cordilheira dos Alpes e banhada pelos
mares Adriático, Tirreno e Jônico.
Como vivia o povo grego na Antiguidade
De modo geral, o homem grego passava o
dia fora de casa. Ocupava o tempo trabalhando, fazendo compras ou
conversando com os amigos sobre política e outros assuntos.
A mulher ficava em casa, cuidando da
roupa e da alimentação e organizando o trabalho dos escravos; era ela
quem administrava as tarefas da casa.
Comparadas com as de hoje, as casas eram
pequenas e sem conforto. Mas isso tinha pouca importância, pois, em
razão da suavidade do clima, a maior parte das atividades diárias era
desenvolvida fora de casa. Construídas com uma mistura de pedregulho e
terra cozida, as paredes eram tão frágeis que os ladrões eram chamados
de “arrombadores de paredes”, pois eles simplesmente escavavam uma
passagem nelas para entrar em casa.
Nas pequenas janelas não havia vidros e,
no inverno, elas eram fechadas com madeira. As cozinhas eram raras e
os alimentos eram preparados ao ar livre.
Na Grécia Antiga não havia residências
luxuosas. Mesmo um grande general, como Temístocles, vivia numa casa
simples, igual à de seus vizinhos. Os homens ricos não eram respeitados
pela ostentação, mas pelo que davam aos deuses e à cidade para custear
os festivais públicos.
Nas cidades havia numerosas construções
publicas. As principais eram Odéon, consagrado aos exercícios de música;
os teatros, onde se representavam tragédias e comédias; os ginásios,
que, de inicio eram usados como lugares de treinamento e, depois,
passaram a ser os lugares onde os filósofos davam suas lições ao ar
livre; os estádios, onde se efetuavam as corridas a pé e outros
exercícios, e os templos, onde eram cultuados os deuses.
As casas ficavam dispersas, sem nenhum
alinhamento, atrás dos templos e de outros monumentos. As ruas eram
estreitas e sinuosas. As condições de higiene eram precárias: quase não
havia esgotos e todo o lixo era jogado nas ruas para ser apanhado pelos
cães.
Ao se levantar, os gregos comiam pão
embebido em vinho diluído com água; no almoço, comiam pão com queijo de
cabra ou azeitona e figos; o jantar consistia de uma sopa de cevada e
pão de cevada. Às vezes, comiam também legumes preparados em azeite de
oliva e algumas aves caçadas no campo.
Nas famílias mais ricas, jantar era
quase igual, mas o pão era de trigo e, as vezes, havia também peixe,
lingüiça, queijo com mel e nozes, bolos e frutas secas.
Carne só em ocasiões especiais e depois
de rituais. Nessas ocasiões, cabras e cordeiros eram sacrificados no
pátio das casas. As vísceras e gorduras eram queimadas no altar como
oferenda aos deuses, e a carne, depois de assada, era servida aos
presentes. Só nos grandes festivais da cidade se comia carne bovina.
Depois do sacrifício, a carne era distribuída entre os pobres.
A principal bebida dos gregos era o
vinho. Mas eles não bebiam puro; preferiam mistura-lo com água e, antes
de bebê-lo , costumavam derramar algumas gotas no chão como oferenda
aos deuses.
Os gregos comiam muito pão, e para adoçar a comida ou bebida utilizavam o mel.
As roupas usadas pelos gregos eram
simples. À parte a qualidade dos tecidos, todos se vestiam da mesma
maneira, com roupas fáceis de pôr e tirar. Os camponeses usavam uma
veste curta, feita da pele de animais.
Cabia às mulheres à tarefa de tecer o
pano para fazer as roupas, tanto nas famílias ricas quanto nas pobres.
Eram elas que fiavam, tingiam e teciam a lã: a peça que saía do tear
estava pronta para ser usada. Não era preciso cortar nem costurar.
A Grécia hoje
A Grécia ocupa aproximadamente o
território habitado pelos helenos do período Clássico. Sua forma de
governo é a república parlamentarista.
A Grécia vive sob regime democrático. Trata-se de uma democracia representativa, diferente daquela praticada no período Clássico. Naquela época, as pessoas participavam diretamente, emitindo sua opinião na Assembléia, que reunia todos os cidadãos. Na democracia moderna, os cidadãos elegem seus representantes e são estes que exercem o poder.
A Grécia vive sob regime democrático. Trata-se de uma democracia representativa, diferente daquela praticada no período Clássico. Naquela época, as pessoas participavam diretamente, emitindo sua opinião na Assembléia, que reunia todos os cidadãos. Na democracia moderna, os cidadãos elegem seus representantes e são estes que exercem o poder.
A economia do país baseia-se na
agricultura, na indústria e no turismo. As principais culturas são:
trigo, oliveiras, fumo, algodão e frutas. Dentre as principais
indústrias, destacam-se as têxteis, as de azeite e vinho, as de refino
de petróleo, as de alumínio e níquel e a mineração.
Desde a Antiguidade, os gregos se
distinguiram na construção naval e na navegação. Essa tradição continua
até hoje. A frota grega atual, composta de navios de passageiros e
mercantes, entre os quais importantíssimos cargueiros e petroleiros,
está entre as primeiras do mundo.
Vista da cidade de Atenas
Teseu e o Minotauro
Hércules e a Hidra
As primeiras olimpíadas
Olimpíadas na Grécia Antiga
Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 AC, os gregos faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus. Atletas das cidades-estados gregas se reunião na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições esportivas: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam uma coroa de louros.
Os gregos buscavam através dos jogos olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega.
No ano de 392 AC, os Jogos Olímpicos e
todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos
pelo imperador romano Teodósio I, após converter-se para o
cristianismo.
No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.
No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.
A mitologia grega
Há muito tempo atrás, as pessoas não
podiam explicar os eventos a partir da ciência. Por isso explicavam os
acontecimentos naturais a partir das histórias de deuses, deusas e
heróis. Os gregos tinham uma história para explicar a existência do mal
e dos infortúnios. Acreditavam que, em certa época, todos os males e
infortúnios estiveram presos em uma caixa. Pandora, a princesa mulher,
abriu a caixa e eles se espalharam pelo mundo.
Os mais antigos mitos gregos falam do
caos (confusão primitiva), de Gaia (mãe-terra), Ponto (o mar) e Urano
(céu). Do casamento de Urano e Gaia, nasceram os titãs, ciclopes e
gigantes, que personificaram as coisas grandes e poderosas da Terra:
montanhas, terremotos, furacões, etc. O mais forte dos titãs, Cronos,
casou-se com sua irmã Réia, e tiveram seis filhos. Temendo a rivalidade
de seus filhos, Cronos devorou-os logo ao nascer, exceto Zeus, que
Réia escondeu numa caverna. Quando se tornou adulto, Zeus derrotou o
pai e obrigou-o a libertar os ciclopes da tirania de Cronos, e eles, em
recompensa, deram-lhe as armas do trovão e do relâmpago.
Além dos deuses, também os heróis
tinham direito ao culto. Resultado da união entre um deus e uma mortal
(ou vice-versa), eram considerados intermediários entre os deuses e os
homens, atribuía-se-lhes a proteção do local onde estavam sepultados.
Outros foram homens excepcionais, cujos feitos, muito antigos, se
tinham transformado em lenda. Temos o caso do Édipo que após ter sido
expulso de Tebas por ter morto o pai sem o ter reconhecido, conseguiu
responder à esfinge, temos em Atenas Teseu que fora seu fundador e
vencedor do Minotauro e ainda Hércules, um dos mais populares heróis
gregos e considerado como fundador dos Jogos Olímpicos. (linkar com
anexo Mitologia grega/Deuses/Heróis...)
Zeus
Palas Athena
As pinturas desapareceram em sua grande maioria, podendo ser vistas apenas em alguns vasos que foram preservados.
Vaso grego, 500-490 a.C., Louvre, Paris.
Detalhe de um vaso grego.
A música era executada por um só
instrumento de sopro ou de cordas, sendo os favoritos a lira, a cítara e
o aulo, um tipo de flauta. O canto era muito apreciado, e, por isso,
escreveram-se muitos poemas em forma de canção para acompanhamento com
lira.
Conjunto grego tocando harpa, cítara e lira
A cultura grega legou para a humanidade
obras de arte fascinantes e um conjunto de idéias que até hoje
influenciam o pensamento de filósofos, estudiosos e cientistas.
A religião na Grécia
Os gregos eram politeístas, isto é,
acreditavam em vários deuses, assim como a maioria dos povos da
Antiguidade. Mas, ao contrário dos outros povos, tinham uma grande
intimidade com seus deuses, pois acreditavam que eles estavam a
serviço das pessoas.
Os deuses gregos possuíam características humanas, defeitos e qualidades, fraquezas e paixões. A diferença existente entre eles e os humanos é que os deuses eram imortais.
Os deuses gregos possuíam características humanas, defeitos e qualidades, fraquezas e paixões. A diferença existente entre eles e os humanos é que os deuses eram imortais.
Os gregos acreditavam na existência de
12 grandes divindades, (linkar com mitologia grega) que se reunião em
seus tronos no alto do Monte Olimpo, onde moravam. O pai de todos os
deuses era Zeus, casado com Hera. Apolo era o deus do Sol e protetor
das artes, Ares era o deus da guerra, Poseidon, do mar. Afrodite era a
deusa do amor, e Palas Athena, da sabedoria, entre outros.
Geralmente, esses deuses e deusas eram
associados a fenômenos naturais. A arma de Zeus, por exemplo, era o raio
– as tempestades seriam efeito de sua cólera. Por sua vez, os
terremotos, que eram comuns na Grécia, eram explicados pelo mau-humor
de Posêidon, que batia com seu tridente no fundo do mar.
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